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Colônias gigantes e esculturas

Durante uma pesquisa pela rede me deparei com uma imagem no mínimo surpreendente. Vi uma colônia gigante.

Quando pensamos em produção de Kombucha, logo imaginamos um vidro com capacidade para um ou mais litros, uma pequena colônia com cerca de 300 gramas de peso. Bem isso é o que vemos normalmente nas receitas clássicas de preparo.

Mas algumas pessoas dão uma outra dimensão a essa produção:  são os produtores de colônias gigantes. Essa produção exagerada, esse cultivo de colônias de enormes proporções é no mínimo intrigante. Os objetivos são diversos, mas me chamou a atenção uma artista plástica que utiliza colônias em suas obras, e para tanto produz colônias realmente enormes!

Bem, vejamos as imagens. Essa logo abaixo é de um aquário aparentemente bem grande e com uma colônia gigante se formando.

Outra imagem que me surpreendeu bastante foi a de uma escultura muito grande feita com colônias ressecadas de Kombucha.

A escultura é da artista plástica Nöle Giulini. Abaixo algumas imagens da sua obra e um vídeo que demostra como são produzidas as colônias gigantes utilizadas por ela. É muito interessante.

Colonia gigante utilizada na escultura

A escultura

Detalhes da escultura

Outros detalhes

Vídeo disponibilizado no YouTube

O endereço do site dessa artista é www.ngiulini.com

Como produzir uma colônia?

A colônia de kombucha é como uma estrela do mar. A comparação pode parecer um tanto estranha, mas quer dizer que uma pequena parte da colônia, mesmo minúscula,  mesmo  imperceptível pode gerar uma nova colônia grande e saudável.

A bebida Kombucha contém em sua composição todas os componentes necessários para a geração de uma nova colônia.

Assim, preparando a bebida através da receita padrão – do chá bem doce, deixar esfriar, colocar a colônia e aguardar a fermentação – retiramos as colônias (mãe e filha) ao final e guardamos. Se a bebida resultante for deixada em temperatura ambiente sem a presença de nenhuma colônia por um ou dois dias poderemos observar uma nova colônia se formando. Nota-se também, que essa segunda fermentação aeróbica e à temperatura ambiente acentua de forma muito rápida a acidez da bebida até essa se transforma em um vinagre. O vinagre de Kombucha pode ser utilizado da mesma forma que o vinagre de maça, de uva ou outro.

Isso demonstra que a colônia tem a capacidade de se reproduzir a partir de um pequeno fragmento, que a mesma é extremamente ativa e que se reproduz com facilidade.

Para se produzir uma nova colônia a partir de um pouco da bebida ou de um pequeno fragmento da colônia:

  1. Conseguir alguma bebida ou um pequeno fragmento saudável da colônia de Kombucha;
  2. Fazer um pouco do chá preto ou verde* bem doce, deixar esfriar e colocar em um vidro ou vasilha de plástico com a boca larga (acima de 7 cms de diametro);
  3. Colocar a bebida ou a colônia de Kombucha;
  4. Tampar com um pano e amarrar a boca no recipiente com um barbante ou fio;
  5. Aguardar a fermentação – pode demorar até uns 15 ou 20 dias sem problema, sendo que a bebida provavelmente terá fermentado até avinagrar;
  6. Pronto! você tem uma colônia nova, bem clara e forte. Agora é só seguir a receita tradicional.

Essa é uma forma de se produzir uma colônia já tendo o chá do kombucha pronto ou um pequeno fragmento de colônia que por acaso pode ter sido obtido de uma colônia que estragou pela ação de fungos.

Algumas pesquisas demonstram a possibilidade da geração da colônia por outras vias, mas isso estará em outro artigo nessa mesma seção.

* O chá verde apresentou melhor resultado em situações nas quais utilizei fragmentos de colônias para o ‘start’. A colônia se formou mais rápido em um teste com os dois chás e com o mesmo volume de fragmento ou de bebida pronta . Com o chá preto a colônia se apresentou também saudável embora com menor volume.

O Kombucha é muito resistente!

Achei um relato na Internet que reforça o que eu já tinha reparado no uso e manipulação das colônias: elas são muito resistentes, podem ser partidas em pedaços e não morrem com facilidade.

Eis o relato:

“Quem trata sua cultura do cogumelo de acordo com regras comprovadas, com atenção e cuidado, não terá de contar com problemas. Em informes russos até se menciona que não são necessárias medidas de precaução e, de fato, porque o cogumelo se auto-protege de impurezas. Ele dispõe de certos mecanismos de auto-defesa: os ácidos orgânicos, o baixo teor alcoólico, o ácido carbônico, os produtos antibióticos – tudo isto em conjunto freia o desenvolvimento de todos os micro-organismos não pertencentes ao organismo do cogumelo do chá. O pesquisador russo I.N. Konovalov menciona, num informe de 1959, que a intensiva multiplicação dos fermentos e bactérias do cogumelo do chá suprime a expansão de outros tipos de fermentos e bactérias. Também o professor russo G.F. Barbancik (1958) informa em seu livro sobre o cogumelo do chá a respeito de experiências laboratoriais, em que ele determinou, que as bactérias do cogumelo do chá reprimem energicamente todos os outros micróbios da redondeza (antagonismo).

Colônia O cogumelo também se deixa multiplicar e dividir facilmente, contrariamente a informes diferentes. Uma vez que ele cresce alegremente e se divide de bom grado, logo todos os amigos e conhecidos podem aproveitar de um único cogumelo. É um bom costume, passar o cogumelo do Kombuchá para outras pessoas, como sinal de amizade e de ajuda mútua. Isto já foi feito por séculos. O importante é: junto com o cogumelo passe informação completa. Afinal de contas, você está dando um organismo vivo, milhares de células vivas, cheias de força vital…

Quando você tiver experimentado coisas boas através do Kombuchá, você deveria considerar como sua obrigação moral informar sobre isto a outras pessoas. Um ditado chinês diz: Ajuda mútua enriquece até mesmo os pobres.”

retirado de http://www.kombu.de/port-11.htm